segunda-feira, 25 de março de 2013

PEÇAM AJUDAS AOS UNIVERSITÁRIOS

COMENTÁRIO POSTADO NA PUBLICAÇÃO DE Fernando Albrecht.
Por Gilnei Lima -
www.gilneilima.com

Perguntem aos estudantes de hoje quem foi chamado "Águia de Haya"? Quem escreveu a Ilíada? Qual foi a primeira capital do Brasil? peça que cantem o Hino Nacional? O Hino rio-grandense? e mais, quem o compôs? Vejam bem, não estou me alçando à condição de ter qualificação para tais questionamentos, porém me permito confortavelmente emitir opinião própria e bem consolidada. Sem fazer crônica de minha vida pessoal, meus pais fizeram o que de melhor poderiam ter feito por mim: Me estimularam a buscar cultura e desenvolver um mínimo de erudição. Humildes, ele ferroviário e ela professora, ambos estudaram Filosofia. Meu pai mergulhou nos estudos da Teologia (como dizia: para deleite próprio e satisfazer suas curiosidades), já minha mãe, foi buscar em pós-graduações em História das Civilizações, História Egípcia e Estudos dos Problemas Brasileiros (PUCRS - 1973, que rendeu-lhe ficha no DOPS). Dispúnhamos de centenas de livros em casa. Um mundo de conhecimento, questionamentos e provocações à disposição. Isto não me tornou um bom comunicador no rádio, nem me promoveu a cronista ou escritor de elevada composição. Enveredei pelos caminhos da engenharia, sonho paterno por conta da ferrovia, mas que nunca me deram a satisfação necessária para imprimir minha marca neste cenário. Mesmo tardiamente, reconheci que as comunicações, as palavras e conteúdos fundamentados no prazer de saber, questionar, duvidar e curvar-me diante daqueles que têm notório saber, eram o caminho inevitável em minha trajetória. Então virá dos senhores a pergunta: E o que isso tudo têm a ver com a publicação matriz desta postagem? Poderia ser nada, não fosse o fato de distinguirmos Educação de Ensino e Cultura. Eu recebi Educação (em casa) para aproveitar meu tempo para adquirir Cultura (por motivação e estímulo), por meio do aprendizado livre e do Ensino formal. Confesso que obtive mais do primeiro. Na escola politécnica de engenharia, na cátedra de Metodologia e Lógica, acabei por descobrir e entender que as metodologias desgastadas nunca terão lógica alguma. Por isso deixo apenas uma singela sugestão:
- Não peçam ajuda aos Universitários!

 Enviada pelo autor como colaboração ao Jornal do Comércio.

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